domingo, 29 de maio de 2011

A nova visão dos estrangeiros sobre o Brasil

Esta semana me chamou a atenção um discurso do Obama no Parlamento Britânico mencionando que, apesar de o Brasil e a China estarem rapidamente se tornando potências mundiais, os E.E.U.U. e a Europa, na sua visão, ainda continuarão "mandando no Mundo".  Não foram essas as palavras dele mas o importante foi ele ter mencionado o Brasil, e estar falando para o Parlamento Britânico. Coisa que eu nunca esperei viver para ver.


Isso mostra um contexto incrível da importância que estão dando ao nosso país, pois nada menos que o "homem mais poderoso do Mundo" estava se explicando para seu principal parceiro no jogo de poder internacional, a Inglaterra, sobre o fato de que talvez sua influência nas decisões globais estar perdendo terreno para os emergentes do BRIC.  Especificamente, para China e Brasil.


Hoje acabei de ver, no blog da Juliana Starosk, um documentário impensável da TV Americana sobre o Brasil, que disponibilizo legendado acima.  O documentário simplesmente coloca o Brasil nas alturas, dando uma perspectiva incrível sobre nosso potencial e papel no futuro próximo no panorama internacional.

No documentário, um ponto importante que chama a atenção é a sugestão que eles fazem de que boa parte dessa mudança de papel econômico internacional se deve a atuação nos últimos 8 anos do presidente Lula, que eles destacam como o 'político mais popular do mundo".

Bom, não vou entrar no mérito dessa questão mas reconheço que o "socialismo vegetariano" do Lula foi importante para tirar, por um lado, milhões da pobreza e, pelo outro, gerar um mercado interno que favoreceu o crescimento econômico do pais. Mas também teve o reboque que recebemos do próprio BRIC, que nos "puxou" irremediavelmente para cima. Foi importantíssima a atuação do Lula no sentido de evitar que um regime populista, a exemplo de outros países latino-americanos, se instalasse. Nisso o Lula foi realmente importante. Ele poderia ter ficado bem mais a esquerda.  Era isso que se esperava dele.  Mas ele conseguiu controlar as "feras" do seu partido.

Porém, para continuarmos a subida vertiginosa e não "entalarmos" na porta desse novo cenário econômico, precisamos fazer uma verdadeira lipo em nossas "gordurinhas" tributárias, além de uma musculação na nossa cadeia produtiva e uma verdadeira plástica em nossa infraestrutura. E principalmente investir pesado em educação, ou acabaremos virando um mercado importador de cérebros, apesar de termos a quinta maior reserva mundial desse "recurso natural".  Se não fizermos isso, continuaremos fazendo jus a piada mais conhecida sobre o Brasil lá fora, como o programa menciona logo no começo: "O Brasil é o pais do futuro - e será sempre!"

Quem viver, verá!

domingo, 5 de dezembro de 2010

I SEMINARIO DIGITEC é um sucesso. Vagas esgotadas há duas semanas do evento!

Na retomada das atividades do DIGITEC, o grupo de divulgação de tecnologia digital da ABTG/GEDIGI, acertamos em cheio no formato e tema adotados para o I Seminário, a ser realizado no próximo dia 8.
Sob a coordenação conjunta minha e do William Correa, da Paper Tech, conseguimos mobilizar os expoentes da impressão digital e elaborar um seminário com palestra e painel que atraiu em poucos de Nigris, na Bresser, aqui em São Paulo.  É importante ressaltar que o sucesso do evento se deve a proatividade dos participantes do grupo DIGITEC, com suas opiniões e críticas que permitiram chegarmos a uma grade de programação abrangente.
Aos que conseguiram se inscrever, meu desejo de um ótimo evento e espero correspondermos as suas expectativas na quarta-feira. Até lá!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DIGITEC promove seminário sobre impressão Digital sob demanda

Ocorrerá em São Paulo, no dia 08 de Dezembro próximo, no Auditório da ABTG, Rua Bresser, 2315 - Mooca - São Paulo – SP o I Seminário de Impressão Digital sob Demanda organizado pelo DIGITEC.
 O seminário é o resultado dos esforços do DIGITEC em divulgar a tecnologia de impressão digital e pretende oferecer aos participantes uma visão ampla e detalhada das oportunidades de negócio no segmento de livros sob demanda. A palestra de abertura será ministrada pelo conhecido consultor e articulista Ricardo Minoru, da Bytes & Types, que possui uma ampla experiência no setor, fruto de muitos anos de pesquisa e atuação no mercado.  Após a palestra de abertura, Marcelo Prado da IEMI, discorrerá sobre o mercado de impressão digital.  IEMI  é o responsável pela mais completa  pesquisa sobre o mercado de impressão digital já realizada no mercado nacional, uma iniciativa pioneira do GE-DIGI, que  já está na sua segunda edição. O Marcelo vai pinçar algumas informações importantes para se ter uma idéia das oportunidades do mercado de impressão digital sob demanda.  Fechando o Seminário, fornecedores, palestrantes, e profissionais de impressão digital vão discutir a influência do e-book sobre o mercado de impressão sob demanda.
O evento é gratuito e as vagas são limitadas.
As inscrições deverão ser feitas pelo site da ABTG: www.abtg.org.br.
 O DIGITEC é um grupo técnico criado no âmbito da ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) com o apoio do GE-DIGI, voltado para a análise do mercado de tecnologia de impressão digital.
PROGRAMAÇÃO:
I Seminário DIGITEC Impressão Digital por Demanda
15:00-15:45 – Oportunidades para a impressão digital no segmento de livros sob demanda – Ricardo Minoru – Bytes & Types
15:45-16:00– Coffee break
16:00-16:45 – O Mercado de Impressão Digital – Marcelo Prado – IEMI
16:45-17:30 – Painel: A influência do e-book sobre a impressão sob demanda (Palestrantes, entidades –GEDIGI - e convidados)
LOCAL:
Realização 08/12/2010 – no auditório da ABTG.
Rua Bresser, 2315  - Mooca - São Paulo – SP

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Futurologia

A empresa sueca TAT propos várias soluções interessantes, e bastante plausíveis, para o futuro da tecnologia e como estará nossa conectividade cotidiana daqui a alguns anos.

Veja o video e acesse no link do título acima a reportagem em que me baseei.



http://www.youtube.com/watch?v=g7_mOdi3O5E&feature=player_embedded

sábado, 8 de maio de 2010

Redes sociais são a nova revolução!



No video abaixo há uma série de informações que mostram como as redes sociais podem e estão causando uma revolução tão grande quanto a própria internet causou na década de 90.
Estamos tão envolvidos com a internet nos últimos anos que quase não distinguimos, dentro das próprias ferramentas que a internet nos oferece, a diferença de velocidade e a eficiência que essas novas ferramentas nos propiciam em relação ao que tinhamos antes (redes sociais x e-mail). É como se achássemos natural o aumento vertiginoso na velocidade com que nos comunicamos. Estamos nos acostumando à aceleração da informação. O video está em inglês infelismente, mas assim que sair uma versão dublada ou legendada eu estarei atualizando o link. Infelizmente, não terei tempo de criar as legendas nas próximas semanas, portanto, vou depender da própria rede social para a criação da versão tupiniquim. Alguém se habilita? É só entrar no Youtube e criar a legenda.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A História da Água Engarrafada

Mais uma vez, Annie Leonard mostra sua capacidade incrível de ver por tras da economia o prejuizo que o ciclo produtivo em que estamos tão acostumados a consumir que nem pensamos nas consequências.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cinquenta e tantos!

Este foi um ano para não se esquecer. E não estou falando do meu país, do fim da crise, da escolha do Rio para sede das Olimpíadas, do final da dívida externa, do empréstimo ao FMI. Nem pretendo lançar uma frase que comece com "nunca antes na história...". Este é um ano para "EU" não esquecer! É uma questão pessoal!

Entre as minhas muitas conquistas deste ano, voltei para a escola. Depois de 25 anos dando aulas, volto a sentar no banco do aluno. Diga-se de passagem, para AS ESCOLAS. Sim! Estou fazendo mais de uma. Estou fazendo Graduação em Administração, que pretendo terminar em dezembro de 2012 (lá por volta do fim do Mundo!) e de quebra comecei um curso de tecnologia em Gestão de TI. Este último pra terminar em junho de 2011 (Esse diploma vai dar tempo de usar!). E para colocar a cereja no bolo, a empresa onde trabalho investiu pesado em minha formação de "especialização". Não foi pouco. Foram vários cursos que tenho até dificuldade de avaliar o investimento. Sem falar na avaliação de quanto esperam de retorno por esse investimento. Afinal, não foi pelo meus belos olhos verdes (os quais, diga-se de passagem, são castanhos!) que investiram tanto. Terei que dar lucro, no final.

Mas 2009 foi também o ano em que comecei a pagar uma dívida antiga com meus filhos e minha esposa. Durante muitos anos eles me apoiaram nos meus devaneios "pseudo-empresariais", de "consultor de muito prestígio e pouco serviço" ou de "professor mal-remunerado". Eles sempre estiveram ao meu lado. Nas horas mais críticas me deram apoio. Dividiram todo o custo das minhas decisões e jamais me pediram para não tomá-las. Ou para voltar atrás. Nunca me aconselharam a desistir, nem reclamaram de nada.

E, quando tomei a decisão de mudar minha postura, ainda no começo de 2008, eles nada disseram. Foi iniciativa minha. Simplesmente resolvi procurar um emprego, desses normais, com carteira assinada e plano de saúde. Iria deixar minha longa carreira de consultor independente (que é um eufemismo para especialista desempregado, segundo as más linguas!).

Diante dessa minha decisão, minha família apenas continuou firme, como sempre fez, como se essa fosse apenas mais uma decisão a ser enfrentada. E eu finalmente pude dar a eles duas coisas que eles não tinham há muitos anos: perspectiva e segurança. E isso só foi possível por que eu tive a humildade de retroceder, buscar lá atrás na minha origem minha formação original e recomeçar minha carreira do básico, do essencial.

E mesmo essa origem é questionável, já que consegui um emprego como analista de sistema, e analista de sistemas eu nunca fui. Nem estudei pra isso. Já fui engenheiro de produto, analista de negócios, editor técnico, marketeiro, desenvolvedor mas analista, com todos os requisitos acadêmicos necessários para a função, não. Nunca! E percebi isso na prática, logo nos primeiros dias da nova função. No começo, o único que acreditava que eu conseguiria era o Marcos, esse louco que me contratou!

E é exatamente no meu crescimento nessa função que entra 2009, o ano em que eu me identifiquei dentro de uma equipe que me aceitou sem preconceitos. Até o final de 2008 eu ainda tinha lá minhas dúvidas sobre o meu sucesso nessa função. Afinal, além do despreparo, eu era pelo menos 20 anos mais velho que o mais velho da equipe e mesmo assim fui aceito sem nenhum problema por todos. No começo foi difícil. A tendência de ficar pedante dando palpite em tudo é um defeito que tenho problemas de contornar. Acabo parecendo "metido". Mas em 2009 tive a certeza de ter-me encaixado na equipe, ter conseguido me consolidar como profissional nesse mercado competitivo e assim ter tranquilidade para planejar os próximos anos. Ninguém me achou um velho chato, ou me tratou como tal. Nem fui isolado das conversas "joviais" da "turma"!

E como resultado, chego ao final de 2009 com uma sensação incrível de sucesso, de etapa cumprida e, de quebra, me sinto bem mais jovem que meus 50 e tantos anos! Mas não aquela juventude ridícula do senhor de meia-idade que tenta recuperar a 'juventude perdida". Que tenta se parecer mais jovem. Que pinta os cabelos, usa roupas de grife e tenta algumas "gírias da moda". Até por que não perdi minha juventude. Realizei muito nela, a começar pela incrível família que já citei neste post. Aproveitei muito. Mais do que deveria. Se tem uma coisa que não quero reviver é a experiência que já tive. Não! É o novo que me motiva!

A sensação de juventude que sinto atribuo ao ambiente jovem em que vivo. Acho que foi osmose! As piadas são bobas, quase um pastelão! O pessoal tá muito mais pra Simpsons do que pra Woody Allen. Os assuntos são diversificados. Pode se falar de filosofia, hermetismo, grifes, carros de luxo, cinema, futebol, tv, tudo entre um pastel e uma bomba de chocolate. Essa nova geração é de uma diversidade estonteante.

E eu, do alto dos meus 50 e tantos (ou seria "debaixo deles"?!?) tenho o privilégio de poder observar toda essa nova geração se formando e me reciclar com ela a cada dia, profissional e pessoalmente, e ainda ter a chance de, como eles, fazer planos para o futuro.

Talvez eu não venha a ter outros 50 anos para continuar a aproveitar isso tudo. Mas espero ter, pelo menos, outros tantos!

Feliz 2010!